Falta força ascendente à Semapa

Continuando na análise ao sector do papel e derivados, é hoje momento de olhar para a Semapa. Tinha ressalvado na última análise a construção de um padrão em forma de triângulo invertido, característico pela dificuldade em redor da sua negociação. Acabou por gerar-se um movimento descendente após contacto com o seu topo, e é nessa fase que estamos neste momento. Olhando em perspectiva fica a ideia de lateralização, apesar de esta lateralização ter características descendentes. Dadas as correntes condições técnicas, tudo indica que o movimento de longo prazo irá levar o título a novos mínimos de curto prazo, quebrando-se se tal acontecer os 10,33€ em baixa. Para que ocorra uma indicação em sentido contrário, é aos 11,3 euros que devemos atentar. Esta é, para já, a resistência de relevo que o título terá de conseguir ultrapassar.

O gráfico horário tem estado com um excelente desempenho a nível técnico, tendo sinalizado a inversão que gerou o anterior movimento ascendente e um novo padrão top que originou o actual movimento descendente. Apesar de a projecção ter sido já atingida, o gráfico não deixa para já antever quaisquer abrandamentos de movimento. Para quem está curto poderá ser altura de fazer uma venda parcial da posição (digamos, 25%), e atentar ao surgimento de um novo padrão de inversão semelhante ao anterior. A surgir, e com base no comportamento recente, há que respeitá-lo. Ainda assim, se me perguntarem, tanto a tendência de longo prazo como a de curto prazo são para já claramente descendentes.



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