Uma explicação para as recentes alterações na estratégia e na análise

Como hão-de ter reparado, nas últimas semanas fiz algumas alterações na forma como analiso os títulos e na estratégia por detrás da negociação. Essa alteração na análise passou sobretudo pela valorização do timeframe horário, e deveu-se em grande parte à mudança de sentimento nos mercados mundiais. Os bear markets têm características muito distintas dos bull markets, e uma das principais passa pelo aumento da volatilidade. Quando negociamos em contextos diferentes temos, a bem da rentabilidade da nossa carteira, de fazer adaptações de forma a sobrevivermos. Ao reduzir o timeframe de negociação diminuí também a duração média potencial dos meus negócios, e apertei os stops (reduzindo o risco potencial associado ao aumento da volatilidade). Poderei assim continuar a aproveitar a euforia ascendente associada a um ressalto de bear market - as chamadas bull traps - mas sem correr o risco de me deixar iludir na espera de um movimento temporalmente mais prolongado.

A outra alteração foi estratégica. Reintroduzi na negociação um mecanismo que utilizo sobretudo em mercados marcados pela incerteza, o take profit parcial nos padrões de inversão. Enquanto que em condições normais utilizo o padrão de inversão para detectar uma potencial alteração de tendência e sigo essa corrente até surgirem sinais concretos de inversão, quando a incerteza e a volatilidade reinam opto por trancar metade do lucro na projecção do padrão, passando o negócio para o break-even mesmo antes de mover o stop.

Além destes motivos tácticos, a natureza dos intervenientes no mercado que participam neste espaço também acelerou a mudança na análise. Durante anos dediquei-me sobretudo à publicação da análise ao timeframe diário, porque acredito que é o timeframe que apresenta uma melhor relação risco-retorno-tempo disponível para negociação. A verdade é que esse timeframe tem sido algo incompreendido, sendo por vezes exigidos resultados de curto prazo a padrões de médio prazo.

Espero que a associação dos dois timeframes venha permitir aos mais ansiosos previsões numa óptica de curto e médio prazo, e aos mais ocupados previsões de longo prazo, agregando assim o melhor dos dois mundos.


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