domingo, 19 de fevereiro de 2017

EDP Renováveis com subida sustentada antes de contacto com a resistência

Depois de uma queda rápida e muito significativa, a EDP renováveis luta agora por se re-erguer, e fá-lo sustentada num padrão de inversão que pode levá-la em termos teóricos até à zona dos 6,46€. Há pelo caminho uma resistência forte a ultrapassar, nos 6,37€, marca que deu origem anteriormente a um gap down. Estou expectante no que diz respeito a esse contacto com a resistência, poderá ser um bom indicativo para o médio prazo. Contudo, mesmo com uma provável retracção a acontecer, será o mínimo relativo anterior o último decisor quanto ao bom momento do título. A marca dos 5,92€ será o último juiz deste bom momento, e apenas a sua quebra no sentido descendente inviabilizará a tendência ascendente de médio prazo.

Tenho de dizer que estou moderadamente optimista neste título, e parece-me que temos espaço de expansão. Dada a habitual volatilidade que ela apresenta, será importante ter cuidado na negociação com a colocação de stops (não esquecer os indicadores de volatilidade). Contudo, a dar-se uma retracção até próximo da zona de suporte assinalada a vermelho, uma tentativa de entrada poderá valer o risco.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

EDP continua em clara tendência descendente

Depois de uma pausa por motivos pessoais, estou de volta às análises. Ainda não será a tempo inteiro, mas penso conseguir já tempo suficiente para fazer pelo menos 2-3 posts semanais. E o relançamento das análises acontecerá com uma leitura à EDP, na sequência da vitória das energéticas na sondagem que deixei activa durante a minha ausência. Depois de em finais de 2015 ter quebrado o range de lateralização, o título tem tidogrande dificuldade em recompor-se, com uma sequência de 9 lower-highs de médio prazo desde o início do movimento descendente. Nada haverá a fazer em termos de esperança de recuperação enquanto este padrão tiver continuidade. Aliás, este padrão é em muito semelhante ao movimento ascendente passado entre 2012-14, que conduziu a EDP a uma significativa subida. Obviamente neste caso estamos a lidar com lower-highs em vez de higher-lows, mas a essência do comportamento está lá.

Importa agora procurar por sinais de inversão de médio prazo antes de testar uma entrada. Apesar dos quase 2 anos de desvalorização, a quebra em termos percentuais é inferior a 30%. Pouco expressiva quando comparada com os -70% entre 1998-03 ou os -67% entre 2007-12. Não quero com isto dizer que o movimento actual atingirá tais proporções, mas não existindo também indícios que apontem para o contrário convém manter a atitude defensiva. O primeiro passo para nos encaminharmos no sentido de uma inversão de médio prazo passaria pela quebra em alta do máximo relativo dos 2,93€. Não seria por si só suficiente, mas seria um enorme sinal de força. O suporte nos 2,635€ marca para já a fronteira inversa. É uma zona de força moderada mas servirá sobretudo como indicador, já que não se espera que aguente a pressão descendente de uma nova investida.

Para negociação, até que a tendência ascendente de médio prazo esteja recuperada, a proceder-se a uma entrada terá de ser com recurso ao short-selling. Não há, para já, espaço para entradas longas. O melhor selector de ponto de entrada será o timeframe horário, já que tem sinalizado padrões de inversão de curto prazo em quase todos os lower-highs recentes que se formaram. E apesar de ter sido sinalizado um padrão de inversão de descendente para ascendente, repito que não há para já espaço para entradas longas. Não que não se possam fazer, e que não resultem inclusive em lucro. Mas o risco de negociar contra a tendência principal não deve ser ignorado. Para já, temos neste timeframe uma pequena referência nos 2,756€ que a ser quebrada poderá motivar uma retracção. Parece-me, contudo, que o bom momento se pode estender por mais algum tempo, gerando depois uma retracção mais significativa. Acima de tudo, convém ficar bastante alerta a todas estas movimentações. Ao mínimo sinal de fraqueza, será prudente sair ou shortar. Se os sinais de força acabarem por se revelar, então a minha perspectiva altera-se.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Uma pequena pausa

Como já hão-de ter reparado, nas últimas semanas tenho andado menos presente do que o habitual. Tal deve-se a uma significativa sobreposição de temas do foro pessoal e profissional, que me têm sequestrado o pouco tempo disponível que ainda me restava. Decidi por isso que seria melhor fazer uma pequena pausa, até à primeira semana de Fevereiro, altura em que regressarei já com menos um tema a fazer-me peso nas costas. Até lá, deixarei a negociação manual de lado, Ficam por aqui os robots a trabalhar por mim, que é precisamente para isso que eles servem :) Até já!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

BCP de regresso às diluições massivas. E agora?

O BCP vai voltar aos aumentos de capital, desta vez com uma operação que representa um módico aumento de 1330 milhões de euros. Recordo que a capitalização bolsista está neste momento discretamente acima dos 650 milhões de euros... Por cada acção que detém actualmente, os accionistas receberão um direito. Cada direito permitirá por sua vez adquirir 14,7 novas acções, cada uma por 9,4 cêntimos. 

A absurda quantidade de aumentos de capital que o BCP já fez impede-me de ir comparar o nível de diluição a que o banco será sujeito desta vez com aquela a que foi sujeito em operações semelhantes no passado, mas não tenho dúvidas que será uma das maiores diluições de sempre. Faz lembrar os aumentos de capital do defunto Banif, um absurdo autêntico! Colocando um pouco de racionalidade e visão externa no processo, até acho que este aumento de capital é positivo para o banco. Acaba-se de uma vez com os CoCos (que obrigam ao pagamento de um juro também ele absurdo), e ainda sobra dinheiro para aumentar os bónus da equipa de gestão pela elevada competência na arte de ludibriar os accionistas. Ah, e para colocar os rácios de capital acima de 11%, claro. 

O que se espera que aconteça ao preço? Em aumentos de capital massivos, a tendência é geralmente descendente. Quando os direitos começarem a negociar, o preço ajustará para os 15 cêntimos, e o direito em si ficará com um valor que rondará os 70-80 cêntimos (difícil de prever como estará a cotação na altura, dado que ainda não há sequer data marcada para o ex-direito). Não se esqueçam, no entanto, que quem não vender nem exercer os direitos perde a totalidade do dinheiro!!! A boa notícia no meio disto tudo é que a Fosun já garantiu a subscrição antecipada de uma posição que pode chegar aos 31%, significando isso que terá de ir ao mercado comprar direitos para praticamente duplicar a posição actual: trocando por miúdos, os direitos não estarão tão pressionados. Consequentemente, o preço também não. Mais boas notícias, o sucesso do AC já está garantido por um consórcio bancário. Ainda que "sucesso" signifique apenas que a subscrição será feita na totalidade, e não que o preço não será arrastado pela lama para que isso aconteça. 

Em jeito de conclusão, se me pedirem para adivinhar em que nível estará o preço em Março (deixo desde já a ressalva que me engano com frequência nestes golpes de adivinhação), diria que será provável que esteja muito próximo dos 10 cêntimos. Após a acalmia do AC, e considerando o ajuste inicial para o patamar dos 15 cêntimos, é natural que gradualmente exista uma convergência para o valor da cotação que traz a diluição (mesmo descontando o valor subjacente aos direitos). Claro está que uma valorização dos direitos no período de negociação impediria essa convergência, mas a diluição é tão grande que dificilmente se esperará uma valorização muito expressiva. Admito inclusivamente alguma valorização (e muita volatilidade) durante a negociação dos direitos. Mas nem a Fosun deverá ter força suficiente para impedir a continuidade do movimento de desvalorização. E deixem-me dizer que se não fossem os shorts a estarem a encerrar posições, o preço estaria actualmente já num patamar muito inferior.  

E quanto a mim, imiscuir-me-ei nesta aventura? Claro está que não, já conhecem a minha opinião relativamente a aumentos de capital. Respeito quem o faz, mas respeito ainda mais a estatística. E esta diz que cerca de 90% dos aumentos de capital dão prejuízo. Quanto muito farei arbitragem, se surgir alguma oportunidade proveitosa sem grandes riscos associados. Boa sorte, contudo, a todos os pequenos investidores que estão dentro ou a pensar entrar. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Momentum da Navigator promete

O renovado sector da cortiça, papel e derivados foi o vencedor da sondagem semanal. Comecemos a ronda pela Navigator, que atravessa um excelente momento de médio prazo. Após activação de mais um padrão de inversão, o título evoluiu já cerca de 25%. Apesar de a projecção não ser muito ostensiva, foi rapidamente atingida. E a grande questão passa agora por saber onde poderá parar este ímpeto ascendente. Esse ponto poderá trazer alguma dificuldade, já que ainda recentemente tivemos um momentum semelhante que acabou de forma rápida e sem grandes sobreavisos. Pelo menos no gráfico diário, e será por isso de bom tom recorrermos uma vez mais ao gráfico horário para termos uma noção mais sensível destas potenciais movimentações.

Foi possível, na quebra anterior, detectar a movimentação pela quebra do suporte de referência para esse timeframe. Neste caso, para o momento actual, este suporte estaria nos 3,207€. Não será, contudo, um suporte que a ser comprometido signifique uma inversão na tendência de médio prazo. É possível, quase expectável até, que venha a surgir nova retracção em breve. Seja ou não neste ponto actual, o título está algo sobrecomprado e beneficiaria de um aliviar de tensão.  O título está forte, e numa óptica de longo prazo temos 2 swings consecutivos com máximos e mínimos relativos superiores aos anteriores. Significa isso, portanto, que apenas o compromisso do mínimo relativo anterior (2,526€) colocaria em causa o seu momentum ascendente de longo prazo. Até que isso aconteça, estou confiante na Navigator e acredito que o bom momento de longo prazo possa ter vindo para durar. Comprar nesta zona pode ser perigoso, mas uma retracção poderia representar uma boa oportunidade de entrada.