quarta-feira, 19 de abril de 2017

As referências técnicas da Jerónimo Martins antes de uma provável correcção

Termino a cobertura ao sector do retalho com uma análise à Jerónimo Martins. Após mais um toque em máximos, importa agora antecipar o que o título poderá fazer no médio prazo. Antes de mais, é fundamental salientar o excelente momento que esta atravessa, representado pelos movimentos ascendentes de médio prazo compostos por mínimos relativos consecutivamente superiores aos anteriores. E apesar de em finais do ano passado termos assistido a uma hesitação nesse padrão, desde o último ano que os movimentos de drawdown têm sido pouco importantes. 
 Ora, quais são as zonas de preservação fundamental? A primeira, importante sobretudo para o curto prazo, situa-se nos 15,1€. A sua quebra poderá significar uma correcção mais intensa do que seria expectável, mas sem dramas. A segunda, relevante para o médio prazo, situa-se nos 14,375€.

No gráfico horário, tudo aponta para a possibilidade de uma correcção. Forma-se o que parece ser um padrão topo de inversão, que a ser efectivado tem uma projecção potencial nos 15,90€. Esta activação acontecerá se os 16,38€ quebrarem em baixa. Analisando friamente, diria que existe uma boa probabilidade de este cenário se concretizar. Ainda assim, não há qualquer incompatibilidade com os cenários acima descritos em termos de manutenção da tendência. Significa isso que até podemos ter uma correcção, mas que tal em princípio não significará a existência de uma inversão de longo prazo. E se a tendência não se inverter, teremos oportunidades de reforço! (Quase) tão simples quanto isso!

P.S.: Uma das novidades que estou a preparar para breve, à medida que a minha disponibilidade temporal se dilata, passará por voltar a organizar eventos formativos. Pedia, nesse sentido, o favor de responderem a três perguntas (demora cerca de 20 segundos). Para o fazerem, por favor sigam este link.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Retalho - Apesar de esperar pressão descendente, mantenho a confiança na Sonae

Conforme tenho vindo a manifestar há largos meses, estou comprado e confiante na Sonae. O título activou de forma muito clara um padrão de inversão, e tem mantido desde então uma irrepreensível linearidade técnica. Após uma correcção mais digna desse nome em finais de Janeiro, tem seguido desde então em trajectória ascendente e não parece para já querer abrandar. Abrandará certamente mais cedo ou mais tarde (mal será se tal não acontecer de uma forma controlada e espontânea), mas desde que a sequência de mínimos relativos superiores ao anterior no gráfico diário não seja violada, não há que temer uma inversão de tendência. Para já, o ponto de referência a manter sob observação está nos 78,3 cêntimos. Um pouco abaixo do ponto actual (14,5%), é verdade, mas em position trading é importante manter stops realistas sob pena de sermos expulsos da posição numa qualquer correcção minor! Correcção essa que pode estar já a desenhar-se (ou não) neste momento.

Olhando para o gráfico horário, essa possibilidade fica em aberto por estar a formar-se neste timeframe um potencial padrão de inversão de curto prazo. Nada que em princípio possa gerar uma inversão de tendência, mas certamente poderá pressionar um pouco a cotação caso seja activado. A zona chave é, neste caso, a marca dos 90 cêntimos. A sua continuidade concretizaria um padrão de consolidação, a sua quebra em baixa representará provavelmente uma correcção de curto prazo. Para quem está dentro, poderá sempre optar por fazer scaling out da posição em caso de quebra, para depois tentar reacumular no final do movimento. Um fecho definitivo só se justificará, na minha opinião, caso o suporte dos 78,3 cêntimos seja quebrado em baixa. Até prova em contrário, todas as correcções minor são oportunidades de reforço.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Obrigações Benfica 4% - Vale a pena?

Como já vem a ser hábito, a SAD do Benfica emitiu novo empréstimo obrigacionista, desta vez com uma taxa de juro de 4%. Desde que eu tenho memória, será a mais baixa que já foi emitida, reflectindo também a pressão a que as taxas de juro centrais têm vindo a ser sujeitas. Não me vou alongar muito em detalhes, pois o post que fiz há um ano sobre a emissão anterior continua a ser bastante válido. Reitero de forma linear a opinião que tinha na altura. 

De uma forma geral, importa salientar dois pontos. O primeiro é relativo à taxa líquida. Dependendo de uma série de factores, entre os quais se já têm ou não outras obrigações em carteira, as comissões nestes produtos são geralmente muito pouco atractivas. Sobretudo em bancos comerciais. A taxa bruta de 4% significará por isso uma taxa liquida que rondará os 2%, o que lhe tira grande parte do encanto. Segundo, obrigações não são depósitos a prazo. O risco de insolvência de um clube de futebol não é desprezível, por muito bem que nós conheçamos o sistema em que estes se encaixam e a realidade dos últimos anos. Ninguém, mas mesmo ninguém, diria há 10 anos atrás que o BES poderia falir. E hoje até já há quem diga que alguns clubes de futebol poderão ter de reestruturar a sua dívida. Não digo que o Benfica seja o que tem maiores probabilidades de cair em tal problema, mas também ninguém de juízo poderá dizer que esteja isento de o estar. 

Como já referi inúmeras vezes, a minha estratégia para as obrigações de clubes portugueses assenta na diversificação pelos 3 grandes. Tanto Porto como Sporting têm taxas mais atractivas (rondam actualmente os 5% no mercado secundário em ambos os casos), ilustrando também a percepção de risco superior por parte do mercado.  A vantagem desta estratégia passa pela hipótese de, em princípio, os dois remanescentes serem financeiramente beneficiados pela falência hipotética de um terceiro. 

 Seja como for, conforme (não) tenho feito actualmente, também desta vez não irei ao rateio comprar obrigações. Mesmo que necessitasse de constituir posição, desta vez não faz mesmo sentido algum. A emissão de 2019 está a oferecer um cupão teórico de 4,2%, pelo que compensaria ir acumulando posição em mercado (excepção feita a aumentos de posição muito volumosos e a quem tem a ida ao rateio isenta de comissão). 

Concluindo, na minha opinião é sempre interessante manter algumas obrigações
em carteira, mas não entrem em desvarios. Vale o risco, mas um risco pequeno. Não colocaria mais de 30% da minha carteira em obrigações de clubes de futebol.



domingo, 9 de abril de 2017

Dois anos depois, estou novamente optimista no PSI20!

Depois de um penoso ciclo descendente, estou novamente optimista no PSI20. Deixo uma análise em video aos principais pontos de destaque.


O Retalho venceu a sondagem desta semana. Tentarei deixar durante a próxima semana uma análise à Sonae e à Jerónimo Martins.

sábado, 8 de abril de 2017

Negociação Automática - Risco para Abril

Após mais um mês de negociação automática, é hora de redefinir o risco. Março foi um mês bastante interessante, que se mostrou lucrativo nos seus primeiros 2/3 mas foi seguido de drawdown no último terço. Como consequência prática, o máximo histórico foi quebrado na primeira fase do mês, que acabaria ainda assim por fechar negativo em 0,68%. Faz parte do jogo, e não é surpreendente, numa altura em que os mercados têm sofrido alguma turbulência. Para me ajustar a essa maior turbulência, adicionei mais um robot de position trading ao portfolio e diminuí o risco nos scalpers, que têm sido a maior fonte recente de drawdown.

Ora, fica então o risco de drawdown para este mês nos 5,15%, com uma expectativa de ganho que poderá chegar aos 15,1%. Já a probabilidade de se materializar um resultado negativo ficará situada nos 8,08%. Para já, Abril não começou da melhor forma. Mas não deixa de ser importante verificar uma vez mais que mesmo em condições de mercado completamente adversas a estratégia automática vai resistindo com perdas marginais. Espera-se que esta resiliência seja mais tarde compensada, quando o mercado finalmente nos decidir brindar com condições mais favoráveis.